28 de julho de 2009

Maiakóvski

"Julieta: Sem se mexer, o santo exalça o voto.
Romeu: Então fica quietinha: eis o devoto. Em tua boca me limpo dos pecados."

William Shakespeare


A idéia da marginalidade se fundir a grande realeza da poesia. Choca. Destroça conceitos. Fere até a modernidade. Se dilui com o conceito do não e acrescenta ao conceito do sim. É como vomitar a essência das flores. É como negar a musicalidade existente no grito de uma moça mal-amada que espalha a quatro ventos a dor de sua infelicidade. Dizem que sorrisos são como dádivas. Pra mim, dádiva é subir em pedastal de escada rolante e avisar aos senhores passageiros que estamos passando por turbulências. As saídas não se encontram à direita. Nossos destinos se resumem a um impávido porra nenhuma! Da lama ao caos, do caos a lama.



Atirei meu sorriso pra você, meu poeta
Abaixe-se e olhe
Vire-se e veja
Uma puta na cama e uma dama na mesa.






3 comentários:

Rodolfo disse...

Adorei todos os Textos..Li TODOS..
Vc é fantástica...
Parabéns.!!!!
bjos

Anônimo disse...

" E não me lançarei no abismo, e não beberei veneno, e não poderei apertar na têmpora o gatilho. A fora o teu olhar nenhuma lâmina me atrai com seu brilho."

Trecho de um poema de Maiakóvski

Banfi disse...

vc é fantástica! [2]

te amo preta!